bleisure

Quando a gente viaja, não quer perder nenhum momento. Mas é melhor deixarmos na memória ou no Instagram?

Via Revista Fora de Casa, especial 30 anos, Casablanca Turismo.

Compartilhar, é o que diz Márcia Silva, analista de sistemas. 

Entendo viajar como experimentar uma realidade diferente por um período, isso acaba por afetar a percepção do mundo e o ritmo de aproveitamento do dia. Logo, as condições são muito mais favoráveis para manifestação da sua criatividade. Além disso, tem a ver com as novas experiências proporcionadas por uma viagem. A inspiração é natural quando você desfruta de novos e bons momentos. Então por que não capturar e compartilhar um fragmento dessa experiência?!

Ao retornar a sua rotina, você vai ter um portfólio de memórias, que, de um jeito tão simples, irá te transportar para boas/ótimas recordações. Mas, até aqui, bastava ter uma pasta de fotos no seu celular, não é?! A ideia de compartilhar essas fotos é permitir que sua família, amigos, a sua rede social possa também atribuir significados e ter boas experiências. Pode ser a forma dos seus conhecidos verem algo que nunca irão presenciar, atrair dicas de quem já foi para onde você está, permitir desfrutarem também dos seus momentos e ilustrar a mensagem de que está tudo bem contigo.

É também uma oportunidade para desenvolver sua habilidade para fotografar. Sua chance de ser artista na combinação de ângulo, composição, luz, sombra e, talvez, ltros. E lógico, tem o sentimento de recompensa envolvido com a repercussão do com-partilhamento da sua foto, é bom ter reconhecimento por algo que você fez. Isso aproxima as pessoas.

Vão existir momentos na sua viagem que talvez você não possa capturar com uma câmera, que a única forma seja fotografar com os olhos e guardar na memória. Mas, quando for possível, exercite seu talento para ser o curador da sua viagem e permita aos seus amigos curtir essa exposição.

Apenas na memória, diz Valberto Abreu, contador.

Viajar. Di cilmente, encontra-se alguém que não goste deste tipo de atividade, e os benefícios de uma viagem são vários. Minha condição pro ssional tem proporcionado algumas viagens pelo País, ainda que sejam para tratar ou participar de eventos e reuniões apenas de caráter técnico, é possível apreciar lugares ou paisagens enquanto me desloco do hotel ao local do evento, esteja eu a pé ou dentro de um carro.

Porém, viajar a lazer é muito mais proveitoso e prazeroso, pois tenho mais tempo disponível para conhecer os pontos turísticos, monumentos, museus, grandes arquiteturas e, principalmente, as paisagens naturais do Brasil e também de outros países. Sou fascinado pelo verde e, portanto, pode ser oportuno registrar através de fotos tais lugares.

Fotografo de maneira contida e sou mais contido ainda ao publicar ou postar em redes sociais referidos momentos ou registros fotográficos. Não sei se por certo grau de introversão ou até mesmo discrição, mas não vejo ou não encontro necessidade de publicizar muito desses momentos. É algo meu e guardo muito da beleza encontrada nos lugares por onde andei em minha memória, tenho mais prazer em descrever ou contar o que vi do que simplesmente compartilhar de forma contundente fotos a todo instante.

Nada contra aos extrovertidos e profissionais da área e até amantes de fotografias, pois estes encontram reais motivos para publicar ou compartilhar fotos de maneira excessiva ou considerável, mas me sinto bem fotografando pouco e publicando muito menos ainda. As imagens ficam em minha memória, e as fotos que possuo estas ficam disponíveis para que possam ser apreciadas por pessoas mais queridas ou mais próximas.

gestao de viagens

Por meio de controle de processos e contenção de desperdícios, gestão de viagens corporativas pode atuar como ferramenta de redução de custos para empresas

Por Revista Fora de Casa

O país sofreu em 2016. Os números mostram que nós fomos atropelados pelas incertezas e pelo reflexo da crise global. E 2017, como será?”, questiona Gisela Maranhão, diretora de Mercado Corporativo e gestora de Fornecedores da Casablanca Turismo. Após um ano de dificuldades econômicas, entretanto, há expectativas de que os mais diversos setores deem início a uma recuperação em 2017. “Segundo o economista Alexandre Schwartsman, devemos recomeçar a crescer, não da forma desejada, de forma tímida, mas devemos retomar o crescimento”, afirma.

Nesse contexto, a diretora aponta que já tem sido possível sentir um crescimento positivo na geração de negócios, estimativa que tem como termômetro o aumento de viagens corporativas. “Começamos 2017 com um número bem maior de viagens que em 2016. Não falamos somente em faturamento, o que poderia significar um aumento de ticket médio, mas em transações, que significa aumento de circulação de passageiros realmente”, explica Gisela. 

ATENDIMENTO ESPECIALIZADO

Assim como buscamos um médico especialista quando estamos doentes, as empresas devem buscar um especialista em viagens corporativas para ter o real entendimento de todos os agentes influenciadores de preços. Este é o conselho de Gisela Maranhão. “Importante entendermos onde e com quem devemos buscar essa ajuda. Continuando a analogia com a medicina, é muito importante a diferenciação entre o atendimento emergencial e a consulta a um especialista”, afirma.

De acordo com a diretora, não podemos comparar uma agência de viagens com uma empresa que faz a gestão das viagens corporativas. “Uma coisa é emitir bilhetes, outra é obter uma consultoria para redução de custos em viagens”, ressalta, destacando o grande número de empresas no mercado que, por disponibilizarem sistema de emissão de passagens — serviço assessório dentro do universo de gestão de viagens – intitulam-se TMC (Travel Management Companies – Gestoras de Viagens Corporativas). “Até a emissão, estamos falando de uma agência de viagens corporativas. A partir daí, começamos  a falar de TMC e as diferenciamos tendo como base os recursos humanos e tecnológicos por elas oferecidos”, explica.

SMART DATA

Enquanto muito se fala em “Big Data” — termo que descreve o imenso volume de dados que impactam os negócios no dia a dia, Gisela Maranhão explica que, embora de fundamental importância, a análise e a utilização das informações depende da seleção e da qualidade dos dados gerados. “Não adianta termos um bombardeio de dados que não possuem utilidade.”

Sob este raciocínio, a diretora destaca o que a empresa de gestão de viagens corporativa busca trabalhar. “O conhecimento do negócio, a geração de dados estruturados (Smart Data), a possibilidade de benchmark, a análise dos dados e a busca de soluções para aplicação na redução de custos é o caminho a ser seguido por uma empresa que olha para seus custos.”

visao de empreendedor
Ari de Sá Neto, fundador do SAS, soube, a partir da experiência da família em educação, enxergar oportunidades e investir no momento certo.
Por Lua Santos para a Revista Fora de Casa, edição especial de 30 anos da Casablanca Turismo.

Quem vê o jeito jovem e descontraído de Ari de Sá Neto não percebe a importante história na forma de ensinar que o acompanha. O Colégio Ari de Sá, construído e liderado pelo seu pai, Oto de Sá Cavalcante, foi o ponto de partida para um novo projeto. O empresário é a mente por trás do Sistema Ari de Sá de Ensino (SAS), um dos maiores do Brasil.

A metodologia, que começou a partir da demanda de uma escola há cerca de dez anos, hoje está presente em 610 escolas em aproximadamente 300 municípios de todos os estados do Brasil. Ari Neto é, antes de tudo, um empreendedor apaixonado por música e pela cidade de Boston — local em que morou por dois anos enquanto fazia mestrado no famoso Massachusetts Institute of Technology (MIT). Em entrevista, ele fala sobre empreendedorismo, o SAS e a vida fora da empresa. 

FORA DE CASA: O Colégio Ari de Sá é uma referência nacional em educação. Como foi, a partir deste projeto, a ideia de construir o SAS?

Ari Neto: A gente começou há mais de dez anos em um quartinho, com dez pessoas construindo o primeiro livro, fazendo a primeira visita à escola e a coisa foi andando. Obviamente o apoio do colégio, a marca, o conceito da escola foram fundamentais nesse processo, mas a luta é essa. Meu pai, Oto de Sá Cavalcante, fundador do Colégio Ari de Sá, é o grande líder que construiu esta escola, reconhecida em todo o Brasil pelos resultados e pela excelência acadêmica.

FC: Então como nasceu o SAS?

Ari Neto: Foi por acaso. Nós fomos procurados por um professor de pré-vestibular que queria usar as apostilas antigas que eram usadas no colégio. Ele me procurou, e na época eu trabalhava no colégio e disse que os livros não eram para vender. Mas ele foi tão persistente que eu resolvi vender para ele 30 livros. Ele me voltou três meses depois com uma série de sugestões sobre o material. E eu achei aquilo espetacular, uma oportunidade de melhoria. A gente começou a atualizar o material. Depois ele indicou para mais duas escolas, e eu vi que tinha uma oportunidade ali. Começamos a pensar seriamente em desenvolver o conteúdo para as demais séries porque, até então, era só pré-universitário. Então, a gente passou sete anos para desenvolver [o material] da educação infantil até o conteúdo pré-universitário.

FC: Você sempre pensou em trabalhar com empreendedorismo, ou considerou outras coisas?

Ari Neto: Eu trabalhei na área de consultoria em várias empresas. Eu era fã dessa área de consultoria e durante muito tempo eu achei que fosse focar minha carreira para isso. Mas, quando eu voltei de Boston e vi essa oportunidade de empreender e criar um novo negócio, isso falou mais alto. Daí eu abandonei a carreira de consultor e passei à carreira de empreendedor.

FC: E quais os aspectos empreendedores fundamentais do empreendedorismo que você aprendeu durante seu mestrado e trouxe para aplicar aqui?

Ari Neto: Uma das principais coisas é que você precisa pensar e sonhar grande. Quando você está lá, você está conversando com pessoas do mundo inteiro, que têm projetos, que têm uma ambição, que têm uma vontade de realizar muito legal. Então, você acaba não pensando mais só na cidade, não pensando mais só no Estado, porque não pensar no País inteiro? Por que não fazer uma solução não apenas para a sua escola, mas para as escolas do País inteiro?

FC: Qual o balanço que você faz de 2016 e quais são as metas para 2017?

Ari Neto: Que 2016 foi um ano difícil por conta do contexto econômico, isso é indiscutível. Mas como nosso produto tem amadurecido muito do ponto de vista de qualidade, mesmo assim tivemos muitos novos clientes interessados. A gente cresceu, em 2016, 26%, o que em um cenário desse é um número fantástico, e a gente vai crescer, em 2017, aproximadamente 30%.

FC: E fora do SAS, o que o Ari gosta de fazer?

Ari Neto: Eu gosto de música, adoro música… Gosto de cantar, gosto de ouvir música, passo o tempo inteiro ouvindo música, no meu carro, no fim de semana, quando posso, eu estou ouvindo. Eu gosto de ópera a pop rock, a samba…

FC: Um hobby?

Ari Neto: Eu tenho dois hobbies. Eu adoro ler, fui criado em uma família de pais leitores, então ler, para mim, é um estímulo muito grande, e eu também gosto muito de correr.

FC: Qual foi a viagem mais marcante que você já fez?

Ari Neto: Eu fiz algumas viagens marcantes, mas eu tenho um carinho todo especial por Boston. Vivi dois anos da minha vida lá. É uma cidade americana, mas com estilo europeu, cheia de estudantes, e eu volto sempre para lá. Agora mesmo vou voltar, em junho, para os dez anos da minha formatura no MIT. Então, é um lugar que ainda toca muito as minhas emoções.

FC: E qual a viagem que você quer muito fazer, mas ainda não fez?

Ari Neto: Vale do Silício. A gente acaba se inspirando muito nesses empreendedores de tecnologia. E essa área lá, de São Francisco, onde existe muito estudo, muita inovação, talvez seja o lugar onde estão as pessoas mais inteligentes do mundo. Fora que é um lugar de natureza belíssima! Então, tem Napa Valley, que é ali perto, tem uma produção de vinhos super interessante. Essa é a viagem que eu estou louco para fazer, mas não fiz ainda.

FC: Por fim, quem o inspira?

Ari Neto: Eu acho que me inspiram as pessoas que têm coragem e vontade de viver, de ser feliz. Eu sou muito inspirado pelas coisas que eu leio, mas essas pessoas que têm coragem e lutam para serem felizes, são lutadores, essas me inspiram.

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Leia a edição completa da Revista Fora de Casa, especial 30 anos Casablanca Turismo, clicando aqui.

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As novas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil estão movimentando o mercado de turismo no Brasil. A Anac resolveu regulamentar diversos itens da relação entre as companhias aéreas e os consumidores. Entre eles, os prazos para desistência de viagem, normas para reembolso e correção do nome do usuário. No momento, o ponto mais polêmico da resolução 400, que se refere ao fim de franquia de peso e à possibilidade de cobrança das bagagens despachadas, foi suspenso por meio de liminar da Justiça Federal de São Paulo, que atendeu ao pedido do Ministério Público Federal. Na ação, o MPF argumentou que a cobrança fere os direitos do consumidor.

Diante disso, continuam valendo os atuais procedimentos de despachos de malas com franquia de 23 quilos para vôos nacionais e 32 quilos para vôos internacionais.

A resolução Anac 400 diz que as empresas aéreas devem:

  • Divulgar os valores que devem ser pagos caso de excesso de bagagem
  • Corrigir erro no nome e sobrenome, por solicitação do passageiro, até 3h antes do voo comprado, sem que haja custo. Apenas no caso de erro no nome em voo internacional interline (prestado por mais de uma empresa aérea), os custos da correção poderão ser passados para o passageiro.

Em caso de cancelamento de passagem:

  • Não aplicar multa superior ao valor da passagem.
  • Reembolsar integralmente ao passageiro a tarifa de embarque e demais taxas aeroportuárias ou internacionais.
  • Oferecer opções de passagens com regras flexíveis, garantindo até 95% do reembolso.

Em casos de desistência da compra da passagem:

  • Aceitar a desistência da compra da passagem em até 24h depois de o passageiro já ter recebido o comprovante da passagem, desde que essa aquisição tenha ocorrido com antecedência mínima de 7 dias da data do voo.
  • Não cancelar automaticamente o trecho de volta no caso de o passageiro não comparecer ao voo de ida. Isso desde que o passageiro entre em contato com a companhia aérea para falar sobre o assunto.
  • Aplicar franquia de 10kg, no mínimo, para bagagem de mão (observado o limite da aeronave e a segurança do transporte). Até então, a franquia máxima era de 5kg.

Em casos de extravio de bagagem:

  • Devolver bagagem extraviada em voos domésticos em até sete dias (antes o prazo era de 30 dias). Já para voos internacionais, ela deverá ser entregue até 21 dias. O passageiro deverá fazer imediatamente o protesto. Caso a empresa aérea não encontre a bagagem no prazo indicado, terá até sete dias para pagar a indenização devida (até então não havia prazo definido).

Em casos de dano ou violacão:

  • Reparar o dano ou substituir a bagagem em até sete dias após o protesto e indenizar a violação nos mesmos sete dias. O passageiro tem até sete dias para fazer o protesto.

Um projeto de decreto legislativo, em tramitação no Congresso Nacional, já aprovado no Senado em dezembro de 2016, também derruba a cobrança  pelas bagagens despachadas. O projeto ainda será analisado pela Câmara dos Deputados.

Acrescentaria ainda:

Em caso de atraso de vôo superior a 4h a cia aérea é obrigada a fornecer alimentação conforme o horário das refeições(café da manhã, almoço e janta). Referente a hospedagem, as cias só serão obrigadas a fornecer se o atraso se estender de um dia para o outro(pernoite).

Tabela publicada pela ABRACORP – Associação Brasileira de Viagens Corporativas

Uma pesquisa realizada pelo site Booking.com apontou uma nova tendência em viagens de negócios. O estudo mostrou que as pessoas que viajam a trabalho também gostam de inserir atividades de lazer no mesmo período. Eles consideram uma boa oportunidade para visitar lugares inéditos ou conhecer novas culturas. A pesquisa foi feita com cerca de 4.600 viajantes de negócios que passaram nos últimos 12 meses pelos países: EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Japão, China e Itália.

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 Aproximadamente  20 por cento dos entrevistados disseram preferir emendar a viagem de negócios com as férias ou aproveitar um feriado para ficar mais alguns dias no destino. Por isso é importante observar algumas dicas interessantes para aproveitar o tempo livre mesmo tendo afazeres profissionais. Entre uma reunião e outra é possível passear, relaxar ou mesmo praticar algum esporte. Se esse é o seu caso, a Casablanca Turismo tem algumas dicas pra deixar sua viagem ainda mais interessante.

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·         Como numa viagem a trabalho não é possível fazer uma programação prévia, checando locais que se quer visitar, é preciso conversar com quem conhece o local visitado. Funcionários de hotéis e restaurantes podem indicar lugares interessantes que abreviam a procura. Dessa maneira, aquela horinha vaga entre as atividades profissionais pode ser mais bem aproveitada.

·         Se puder, aproveite para marcar reuniões em parques, cafés ou restaurantes. Além de ser um ambiente agradável, é uma boa chance de conhecer a culinária local ou se ambientar com o dia a dia da cidade.

·         Se estiver numa grande cidade, verifique a programação cultural nos sites e jornais locais. Normalmente, os grandes centros possuem atividades artísticas em vários horários e locais.

·         Dê uma caminhada nos arredores do hotel em que estiver hospedado para conhecer as redondezas. Muitas surpresas podem aparecer nas ruas próximas, como museus, galerias ou um charmoso bistrô.

·         Tente emendar a viagem com o fim de semana marcando a passagem de volta para o domingo. Com dois dias extras dá pra fazer um city tour, conhecer uma praia ou simplesmente aproveitar as áreas de lazer do hotel.

·         Tire um tempo pra relaxar e aproveite as dependências do hotel. Faça uma massagem num SPA, tome uma sauna ou use os serviços do salão de beleza.